Beauty reveals itself when you are not expecting it. Exactly one year ago, I experienced one of the most overwhelming moments of my life. Back in Brazil, I had the privileged to live in a region full of wonders and I decided to spend a day in a small village called Regência – ES: it is a very humble community, where streets are unpaved and houses are plain; where the river meets the sea. This is an environment-protected area and I wanted to attend the birth of a rare species of turtles. By the end of the day, the turtles left their nest and it was an impressive event. I felt honored to see this spectacle of life and I did not want to leave the beach. I thought I had seen all the surprises that the world could offer me in one day, but this was just the beginning. This place echoed peace: a desert beach, blue skies, the salty breeze and the calm rhythm of the waves. Suddenly, I started to hear the sound of different birds and I knew that I should keep walking the coast. My boyfriend followed me until we saw a band of birds arriving. I was stunned! I had never seen so many birds together at once – an unheralded event. My boyfriend suggested, then, that we stopped right there to appreciate this moment. Hundreds of birds were profiting of a sandbank next to the beach: a collective gathering for food and sun. The skies turned multicolored and I started to feel hypnotized towards that gold sandbank; although we were very comfortable under an improvised tent of coconut leaves, the sea seemed so inviting and I could not resist - I had to swim in that direction. It was the first time that I felt such an impulse; I could not explain, I just warned my boyfriend: “I’m going to swim until I arrive in that sandbank! If you don’t wanna go, you can stay there and watch me!” he replied, “Are you sure? I don’t see the point, we didn’t even bring a towel, let’s observe the sunset from here” I said, “I have never been so sure – the water is so nice and warm!” - my point of view always is “why not?”. For some reason, he noticed that the sea was getting more agitated, while everything seemed easy for me – a strong will took control over me and I would not be satisfied until I accomplished that goal. Nevertheless, I am not a swimmer. In the past, I feared swimming in the sea. Hence, it was quite different to experience this urge beyond risks. Few minutes later, I was astonished that my boyfriend changed his mind and entered into the water too. Then, I felt very confident - I was even swimming backstroke, but I started to realize that the sandbank was not as close as I first imagined. As further we went, further it seemed to get. I thought, “nothing is wrong, he is a great swimmer and we know what we are doing” until the moment that he grabbed me and said, “crawl harder”. The sea current was strong enough to carry me and we could not easily reach the sandbank; what it was supposed to be a ten-minute swim became a never-ending journey, aiming a place that seemed to be “running away” from us. It was a point of no return; turning back was not a possibility – we would not give up and it would be more dangerous to change the track in the middle of the sea. The only option was to keep swimming the fastest we could. Finally, we managed to arrive at our destination – on time to see a marvelous pink sky sunset and… a “pororoca”. Pororoca is an indigenous word to describe the encounter of waters – the river and the sea becoming one. I was paralyzed - the force of nature was awe-inspiring. The birds stopped flying and were singing by our side in the sandbank. I could not believe my eyes, in fact, I only know what I felt it. It was overpowering to comprehend that we were swimming when the rhythm of the sea changed completely; it was peculiar to watch one of the greatest nature’s phenomenon standing on the sea. I was a part of this transcendent beauty, in startling admiration. For one eternal instant, I felt completely integrated with nature. I felt that I was part of something bigger and incredible. As the wind intertwined with my long and salty hair, I have never felt so beautiful or fulfilled in my life. I wanted to shout my inner happiness and gratitude to the world. I wish I could stay there forever! However, this was half of the quest. In fact, whilst stunned with such magnificence, I could also see that we were already in the middle of the ocean. My boyfriend precisely said, “we cannot stay here; we must run”. Run to the other side of the sandbank before the sand dissolved into the sea was our only chance to get back to the beach. As we were in open-water, far away from the shore, we needed to choose the shortest path to swim – and this included passing through the bird’s band and… the pororoca. I never felt such a rush of adrenaline in my body before, literally “run and swim for your life” to surpass this challenge. I would be dreadfully afraid if my boyfriend were not by myside. In that moment, we shared a bond of trust among the nature and ourselves. What was supposed to be a simple attempt to appreciate beauty, turned out to be an extreme adventure with unexpected emotions. Beneath the moon, that night, we were the sea. Navy-blue waves showed me that humans are too small to defy nature. This scenery happens at Rio Doce, tragically devastated by the biggest environmental disaster that Brazil has ever seen (Samarco’s Toxic mine mud) and I share this memory to honor how much beauty and life is now lost:

Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Esse trecho do poema O Tempo, de Mário Quintana, resume perfeitamente minha sensação quanto a 2014. Um ano que eu achava que tudo ia demorar tanto a chegar e quando mal percebi, o tempo voou. Essa é a ironia de esperar pelas coisas e no final das contas,

O tempo é a nossa medida de significado. O tempo tem duas perspectivas - de ser a única maneira fixa que conhecemos de mesurar o presente enquanto a nossa percepção é relativa. Tempo é constante movimento e cada pessoa tem seu próprio ritmo. As mudanças, novidades, realizações vem junto - e a finitude molda isso. Qual a graça se tivéssemos um ano que não acabasse? Que não pudesse proporcionar um sentido de closure e novos começos? Não sabia o que ia ser de 2014 e foi muito mais do que eu poderia esperar!

Gosto de uma filosofia do ballet. Balanchine dizia “What are you saving it for?” para que os bailarinos sempre dançassem mais, e vivessem uma coreografia ao máximo - da maneira mais grandiosa e impressionante possível. Aprendi em 2014 que não podemos deixar para o amanhã a expectativa de realizar o que queremos, porque o tempo é agora. Mas tudo tem seu tempo =)
ps. acho que deveria fazer um label "tempo" aqui no blog, porque é a temática recorrente de todos os anos!![]() |
| Norma Jean Martine |
Já mencionei aqui no blog como certas músicas me marcam, em especial quando estou viajando, mas o Festival de Montreux me marcou para o resto da vida! Faz um ano que estive em Montreux e só sei que quero voltar, porque cada ano é melhor. O paraíso é lá, estou certa disso. O resto da Suíça estava frio e chuvoso, mas quando chegamos em Montreux (dirigindo por estradas maravilhosas com panoramas incríveis do Lac Léman), tudo estava lindo e ensolarado como se fosse a costa italiana - só que com belas montanhas ao fundo! Vivi um dia digno daqueles filmes felizes entre amigas, mesmo estando sem voz! Em compensação, escutei duas vozes maravilhosas - recomendo Norma Jean Martine e Lianne La Havas para todos!!!
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| Lianne La Havas |

Esse sorriso enorme (essa foto com a arcada completa de sorriso, tipicamente como sorrio sempre que estou bem feliz, minha mãe não deixou eu escolher para o convite porque tem dentes demais!) representa tudo que eu mais queria há cinco anos atrás: um sorriso ideal. Para quem já passou por tanto sofrimento (cirurgia de mandíbula I e II), ter esse sorriso hoje é uma das minhas grandes realizações. E eu não canso de sorrir! :)

Quando viajo para o exterior, muitos ficam impressionados com meu sorriso - e elogiam expressamente "nossa, que dentes!". Dá vontade de dizer: não foi fácil (nem barato!). Em todo caso: obrigada, Dra. Wendy!!!
Esse ano, tive um primeiro de abril tão leve e alegre! :) Mas o que quero tratar aqui é algo curioso: geralmente, nos dias do meu aniversário, acordo com uma trilha sonora na cabeça - sério! haha. Sou boa nesse negócio de dormir e sonhar, e às vezes o sonho é musical. Lembro que, aos 18, acordei com a ótima música de Morning Glory!
Ano passado, lovefool:
Hoje, acordei com essa, clichê mas que ficou na minha cabeça :)

Se eu pudesse definir somente um aprendizado que foi muito importante para mim em 2013, seria a busca da paz interior em meio a inquietude. Seja onde for, sempre há tanto para apreciar e tanto para agradecer. E isso não é o mesmo que apenas se contentar.
O ano novo de sempre: Vitória não é a cidade mais criativa em comemorações de reveillon, mas a cada ano acho que os fogos na praia ficam mais bonitos. Na noite da virada de 2012/2013, fiz questão de visitar minha mãe trabalhando no hospital e as pessoas que estavam passando o ano novo lá; é nesse momento que pude ver a importância de uma palavra de esperança, de um toque, de um olhar. Sobretudo, como é sublime ter saúde - o primeiro de todos os desejos. Agora, em 2013/2014, estamos passando por um contexto crítico de reconstrução no Espírito Santo - das inúmeras cidades sem estrutura e pessoas que perderam tudo em razão das fortes chuvas. O ES precisa de verdadeira solidariedade e apoio: esses são os valores que precisamos cultivar no ano novo (não apenas o efêmero instante de palavras bonitas e alegria na mudança de data). Porque afinal, é como no poema de Drummond:
Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui pra adiante vai ser diferente...
... para você,
desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você,
desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
que sua família esteja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe
desejar tantas coisas
mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada
minuto, rumo a sua felicidade!
Acredito - e gosto muito - do contexto de fim de ano (cidade bonita e o ar de férias), confraternizações em família (às vezes um dos poucos momentos de união), festas de ano novo e o feriado 01/01, o qual realmente aprecio esse ano. :) Mas sempre parei para pensar sobre o dia da paz, que é uma chance para as pessoas iniciarem o ano, um novo ciclo, com o pé direito. Tanto no âmbito da paz interior, que é uma constante construção, quanto no geral, que é um longo processo de compreensão. Ainda falta (muito) para transcendermos nossas realidades individualistas e chegarmos em um patamar da coletividade (sem fronteiras).
Na esfera pessoal, todo dia é dia de renovação e descoberta. E uma das coisas importantes que me dei conta em 2013 foi o seguinte:

Em continuidade ao post anterior, para mim a vida é um conjunto perpétuo de tentativas de realização. Superando preocupações e inquietudes, pude aproveitar muito 2013. Além da viagem que sempre tanto sonhei, para Europa, fui duas vezes para Brasília, tive umas três ou quatro idas e vindas ao Rio de Janeiro, viajei e conheci melhor o interior do meu estado, visitei bem feliz pela primeira vez Curitiba e fui ao menos uma vez, como de praxe, para Belo Horizonte e Ouro Preto. Se desse, eu ainda teria ido para muitos outros lugares! Mas, registrando assim, já foram muitas coisas, não?! =) E que foram acontecendo. Por isso, não sei o que vai ser de 2014 - só espero que as coisas possam ir se encaminhando! Finalmente, é o ano da minha formatura e de outras definições - então, vamos ver o que o futuro nos guarda! Que 2014 seja um ano sensacional!

Every potential success is also a potential failure. The only way to know which is to cross the word "potential" off bit by bit and then it (the success, or accordingly the failure) will reveal itself unto you. May 2014 be a year of a little more crossing off, and may we not be afraid of either failure, or hopefully success.
Geralmente, sou uma pessoa que gosto muito de pensar em várias resoluções de ano novo, fazer uma retrospectiva do que se passou, registrar o principal aqui no blog... mas esse ano não teve nada disso. Simplesmente só fui fazendo as coisas, uma após a outra, por urgência ou prioridade, e a princípio tinha apenas uma meta - Haia, que mal sabia se ia conseguir. Ao longo desse ano, algumas coisas surpreendentemente deram muito certo, outras nem tanto, mas o que realmente descobri é que só tentando - e arriscando, mesmo no improvável - para saber. É sempre chato quando as coisas dão errado ou são opostamente contrárias aos nossos planos (e vou até contar uns casos de viagem depois!); mas a proporção de uma coisa dando certo, dentre inúmeras tentativas, já é suficiente para me alegrar e me fazer abstrair o resto. Esse ano foi sucessivamente corrido, na literalidade da palavra. Cada dia de 24 horas rendeu muito (diariamente me surpreendo com isso, ainda mais se analiso em conjunto) e foi acontecimento após acontecimento (o ano passou durou pelo tanto que rendeu mas passou muito rápido!). Não tive (e não quis!) uma semana sequer parada. Acho que no final das contas, tenho um pouco de medo da frase abaixo:

A redescoberta do ballet, muito trabalho, muitos estudos intensivos no prazo de apenas uma semana (não recomendo e não quero repetir!!!) e muitos planos - pois não tenho jeito: quando acho que concretizei aquilo que queria, invento (ou aparecem mesmo!) outras mil coisas. Deveria existir um sensor que apitasse quando eu assumisse algo que não cabe mais no meu schedule - mas aí aposto que por "despeito", contestação ou indignação de "como não posso fazer isso também?!" não adiantaria essa invenção para mim. :P Espero que no próximo ano eu possa ter mais tempo para respirar e até mesmo ficar à toa, porque fazer nada e poder simplesmente não se preocupar com nada é muito bom de vez em quando! Mas nem te conto dos sonhos para 2014! =)
ps. isso não significa que eu não tenha uma rotina equilibrada entre trabalho x lazer, bem pelo contrário! :P
ps2. adoro o mar. é lá, quando estou boiando, que não me preocupo com nada além da minha respiração, o som das ondas e o céu sempre tão interessante de se observar.
ps3. prometo que a partir de 2014 vou postar mais no Google+ para poder ter uma retrospectiva legal deles!

Colocando as coisas em ordem, enfim vou poder recapitular tudo que vivi e ainda não escrevi. Organizar as mil lembranças! E traçando os novos planos! Não sabia como ia lidar com tudo quando eu voltasse, mas a solução talvez foi justamente focar no imediato que precisava resolver e deixar a nostalgia para depois. Uma prioridade atrás de outra, com a obrigação de fazer todas as coisas que deveria porque fui tão privilegiada em julho. De fato, vivi um sonho e conheci essa realidade com altos e baixos, em especial, com suas peculiaridades. E sim, lembrar de tudo dá tanta saudade agora! Foram 38 dias fazendo literalmente o máximo possível - como só escurecia às 22h, aproveitava cada segundo como se fossem 17h. E como foi bom!!!!! Cansada (e sem tempo ou energia para escrever ou relatar no diário que prometi fazer simultaneamente por lá), claro, mas realizada (e quer saber? O registro mais interessante é aquele que persiste na sua mente sem palavras; aquilo que você verdadeiramente sentiu e ficou). Fiz muito mais do que eu imaginava e tantas mais coisas aconteceram além do que eu esperava. Aproveitei o melhor que podia de cada instante - e no final das contas, só queremos um dia mais agradável do que o outro. Então foram muitas aventuras para realizar isso!!!
Fatos primordiais para contar por aqui, nos posts a seguir:
- 100 anos do Vredespaleis :)
- Peculiaridades da Haia;
- Suíça linda, Festival de Jazz em Montreux ♡
- Paris única;
- Passeios sensacionais pelo Reino Unido;
- Viajar sozinha mas poder encontrar pessoas tão queridas pelo caminho;
- Detalhes europeus e trilhas sonoras!

Bem, o ano começou e eu só queria uma única coisa: conseguir concretizar esse sonho - o que tomou muitas horas de inquietude e hipóteses. O que seria de mim depois disso, não sabia e não me importava! :P Com as definições em mãos, maio foi um mês de planos (que são essenciais para uma viagem dar certo, mas para o bem ou para o mal, nem sempre as coisas correm como o esperado); junho foi um mês dos últimos detalhes e preparação para viajar, tentando deixar para trás tudo em ordem na medida do possível. Assim, em julho, pude abstrair as preocupações mundanas e foram praticamente 20h cheias de mil coisas europeias em cada dia! :P e bem, agosto, um mês para recuperar tudo e traçar os novos rumos - viagens (sim, mais viagens, sempre, claro! Se viajei tanto e de forma tão prática entre fronteiras e países em um mês, qual o problema em dar um pulo ali ou lá dentro do meu próprio país e estado? :) Domingos Martins, Pedra Azul, Rio, Niteroi, Conceição da Barra nesse mês; Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, Ouro Preto nos seguintes... E pois bem: é claro que eu tenho mais o que fazer da vida do que só viajar (ah! :( ) Ufes, pesquisas, projetos, fim de semestre, Downton Abbey aconteceu (que, no contexto britânico, deixei para começar a assistir no Brasil ao invés de assistir enquanto estava na Europa; sábia decisão, senão só iria querer baixar episódios ao invés de aproveitar o mundo europeu :P), Dexter e Newsroom (imperdíveis!), ABEArb e mil obrigações/emails!!!, estágio, espanhol, inglês o melhor possível para o TOEFL, estudos enrolados de francês ao DALF, mil escritos e leituras lindas da The Hague Academy, OAB... É uma lista boa que me mantém ocupada, acho! :P E ah! Inventei de dançar ballet clássico nas segundas e quartas e contemporâneo nas terças e quintas. E ainda está faltando o piano. Porque gosto e me faz muito bem =) e sim, amigas e meu amado, porque eles precisam de atenção e são prioridade.
Dessa maneira, fica difícil para o blog competir... apesar de eu não ter passado um dia sequer sem pensar em algo para postar. São 48 rascunhos num total até agora. E isso é só o imprescindível que eu não poderia deixar de postar primeiro por aqui! Então, vamos lá, mil relatos pela frente!!! E eu ainda preciso escrever a petição para processar minhas companhias aéreas!!! Longas histórias estão por vir... espero que sejam interessantes para vocês também!

De todos os desejos de aniversário que são feitos - felicidades no dia especial e em todos os outros, com alegria, amor e paz - três se destacaram para mim: serenidade suficiente para fazer escolhas, emoção para viver todas as possibilidades e saber lidar com a roda viva.
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Esse post era para ter saído antes, mas é apenas uma breve menção a um local que foi tão marcante nas minhas descobertas pelo exterior, completando 100 anos de pessoas perdidas por lá, ao mesmo tempo que também se completa um ano que estive lá! So grand, so central! :)

Como eu sempre gostei de teorias sobre a personalidade e afins, me encontrei no eneagrama!
Tipo 7 - Feliz e otimista


Duas coisas que aprendi em 2012: Ser mais humana e descobrir um outro universo, "The World as it isn't".
we cannot select "oh, I don't wanna feel this" - because then we mine joy;
and we cannot certain the uncertainE com isso, indago: Do ideal de plenitude que eu tinha, será que realmente há completude? Será que precisa ter?

2012 foi um ano de muitas pontes aéreas para mim. Desde a grande viagem do ano VIX-GIG-JFK-Boston-Newark-SP-GIG-VIX, até as várias visitas à BH, à Brasília e ao Rio. Na ordem, pelo menos uma viagem por mês: VIX-BH; VIX-GIG; VIX-BSB; VIX-BH-BSB-BH-VIX; VIX-SDU; VIX-SDU; VIX-SDU; VIX-SP; VIX-SDU; VIX-SDU.

Entre tantas idas e vindas ao Rio de Janeiro nesse ano, em especial nesse segundo semestre - estou quase-carioca, conhecendo as redondezas e dirigindo tudo por lá! ;P - poderia apenas dizer que "continua lindo", mas... que cidade tão despretensiosamente bonita!!! Há um charme inexplicável nas terras cariocas.
Celebrando o dia das crianças, relembro o momento de maior alegria genuína do ano: Ser uma criança no The Big Piano!
E, me dei conta que nunca havia feito um post aqui no blog para falar especificamente dos pianos lindos que pude apreciar lá em NY. Aproveitando que estou com saudade de lá, sonhando com o Central Park no verão e visitas ao MoMA, eis dois momentos singelos de preciosidade musical em New York:
Se já são lindos de se ver, imagina de se ouvir... ;)

Pequenina, feliz e no meu lar do coração! É sempre bom celebrar esse tempo em que a vida era só sonhar sem nenhuma preocupação :)

Já escrevi sobre utopia por aqui, mas hoje me lembrei de algo diferente. Li essa reportagem que relata o caso de uma cidade que está tentando fazer experiências "filosóficas" com seus cidadãos, expondo questões existenciais por aí. E isso me faz recordar da minha experiência em Inhotim, onde perto da primeira galeria havia a pergunta "O que é Utopia para você?" - Aí havia um painel para expressarmos essas ideias, desenharmos ou demonstrarmos essa arte - que Inhotim iria tentar "transformar em realidade". :)
Fiquei perplexa quando vi esse painel - e até hoje tenho vontade de voltar lá para completá-lo!
Poderia fazer uma metáfora entre a foto acima e a vida: Em solitude, as luzes do teatro se acedem e as pessoas começam a preencher a plateia e o palco; a tela, ainda vazia, demonstra a ótima oportunidade para construir - e desconstruir - utopias. O que você gostaria que ela fosse?
A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.
-- Eduardo Galeano

Arrumando mala, sempre percebo que cada viagem tem seu tom. Assim, sempre tem uma trilha sonora para acompanhar. Depende do contexto, depende daquilo que você está sentindo, ou muitas vezes é simplesmente o acaso: Começa a tocar justamente aquela música que combina com o lugar. Na primeira vez que vim para BH, liguei a TV no hotel e estava tocando Strokes: Desde então, acho que a cidade sempre será regida por essa música:
E assim, existem muitas outras que significam algo para mim, e que compõem o resto dessa playlist.




